sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sobre o que (não) queremos...



Para de ligar! Não é isso o que a gente quer. Isso é o que dizemos quando mentimos pra nós mesmos. Enganamos-nos. E não me venha dizer que é atenção o que a gente procura que não é. Não me venha dizer que são flores, perfumes e chocolates que também não é isso. Aquelas jóias, roupas e sapatos também já foram oferecidos à você por alguém. Mas obviamente você também não quis. Carinho, beijos e abraços também já foram oferecidos. Juras de amor provavelmente você já recebeu várias. A felicidade te foi oferecida. Ou ao menos uma oportunidade, porque eu sei que você pensou bastante, e acabou recusando. Um mundo de oportunidades boas já nos foi oferecido. Te ligaram várias vezes, te mandaram mensagens, cantaram aquela canção que você tanto gosta... Mas eu tenho certeza que esse alguém, você não quis. Jantares românticos, naquele restaurante que você sempre desejou ir, alguém inteligente, um papo agradável, um desenrolar interessante, um beijo, uma despedida, uma ligação no dia posterior. Você já passou por tudo isso, tenho certeza. Mas você também não quis. Sentimentos, declarações, amor. Cinema, filminho em casa, livros favoritos em comum, tudo o que você procurava. Mentira! Não é isso o que a gente procura. Então não me venha dizer que é atenção o que a gente quer, que não é! Para de ligar. O que queremos é o desprezo!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Das coisas do Fim do Mundo ou mais um ataque de Histeria.

Todos os dias vamos recebendo uma prova Divina de que o mundo, realmente, está perto de acabar. E olhe que eu não estou falando da Sétima Trombeta, ou Sétimo Selo, ou Besta de não sei quantas cabeças descendo dos Céus para aterrorizar a terra. São as coisas do cotidiano que acontecem, que só nos fazem chegar à essa conclusão.

É uma menina que estava lá no Canadá, que por algum motivo ficou famosa e hoje cobra 15 mil para aparecer. É uma piriguete que pega no sono durante o ato sexual. É uma ex-gestante de quadrigêmeos, que nunca foi gestante, que mais parecia ter engolido a bola do kiko. Ahh, tem as coisas que parecem ter se tornado banais, e de vez em quando pipocam na mídia, filho que mata pai, pais que matam filhos, etc.

Recentemente, venho pensando, que a inversão de valores, a falta de amor e sensibilidade para com os demais, também me parece um prelúdio do "Armagedom", "Apocalipse now" and blá blá blá. Somado a isso, o desespero anda unindo as pessoas. Sim, porque o desespero também une. E acaba por unir pessoas que, pelo menos aparentemente, não tem NADA A VER.

É um medo tão generalizado de ficar só, de não ser correspondido, de não ser feliz, que as pessoas andam se sujeitando a qualquer coisa. E olhe que para alguns, não precisa nem ter todos os dentes na boca não hein?! É aquele ditado, "sorriu pra mim, tô pegando" (Nem sei se isso é um ditado... maaas, até que poderia ser.). Já fomos mais exigentes! (Sim, é uma referência ao "Já fomos mais inteligentes!" rsrs).

Anyway, quando nossos antepassados escolhiam suas parceiras, eles eram mais seletivos, pois a finalidade era ter filhos mais fortes, saudáveis, porque a sobrevivência da espécie estava em jogo. Ser mais seletivos ajudou a evoluir... Mas hoje em dia... Cadê povo evoluído? Cadê catraca seletiva? Cadê selo do INMETRO? Cadê? Geente, só pode ser o fim do mundo!

Sobre as esquisitices do nosso tempo...


Que os tempos são outros, isso qualquer um pode afirmar com bastante veemência. Mas se para melhor, ou para pior, aí o debate já é outro. Nossos hábitos mudaram. Nosso comportamento mudou. Nosso vocabulário mudou. Nunca na historia desse País (rsrs) utilizamos tanto o “curti” como agora. Todo mundo fala (e dá) seus Likes, riem com o “like a boss”, “fuck yeah”, ou outro “meme” qualquer, se acham as pessoas mais “cool” do pedaço, e por ai vai. Tudo isso, sem o menor domínio da língua portuguesa, muito menos da língua inglesa. É só fingir. Talvez mais do que “ser”, “parecer ser” se torna uma necessidade cada vez mais urgente nos dias atuais. Ah, você pode substituir uma palavra por uma onomatopéia ou ruído qualquer... fazemos “tchêtchêrêrêtchêtchê”, e queremos “tchu, tcha”, ou seja lá o que isso signifique. Se você não for desse planeta, ou reencarnou agora, vai precisar de uma enciclopédia para entender tudo o que esta se passando. A própria dinâmica de sair pra jantar com os amigos foi alterada: quatro amigos sentados de cabeça baixa, checando seus tweets, face, tumblrs pelo celular é o cenário mais comum de uma noite de sábado. Só de vez em quando, e só de vez em quando mesmo, é lançado um assunto trivial na mesa, que logo é absorvido e ignorado pelos demais, até que se atualize a página do Twitter. Hora do jantar: fazer o pedido e se deliciar com um filé à Parmegiana nem pensar! Você precisa tirar a foto da comida, escolher um efeito e postar no Instagram. Agora sim, pode comer! O mesmo vale para as bebidas. Tira a foto da Heinneken, posta, depois bebe! Ah, as cervejas nacionais não são tão “curtidas” (Haha). E se você não entende do que eu estou falando, provavelmente você é um ET. Ou uma espécie em extinção. Ou mais evoluída, quem sabe. Por essa, Darwin não esperava.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Silêncio.


Redenção.

Tão chateado que não consigo nem me expressar. Nem sei se a palavra é essa. É uma raiva de mim mesmo, uma vontade de autopunição, como se, ironicamente, já não fosse punido o suficiente. O desejo é de ser martirizado, subir em praça pública e levar tomates na cara. Talvez a dor e a vergonha me façam aprender. Não, já passei por isso e não aprendi. Então o quê? Tão confuso que a resposta mais óbvia, aquela estampada na sua frente, parece não fazer sentido algum. Já levei os tomates na cara, não aprendi, mas ainda sim, desejo mais e mais. Talvez agora alguém tenha compaixão. E um pouco de dó de mim, me façam aprender. Mas também já passei por isso. Então o quê? Sensação de nada. Droga! Nunca vi nada dizer tanta coisa de uma só vez. Enquanto estou parado, e nada acontece, nada é sentido, nada é nada, os tomates vêm em minha direção numa velocidade frenética de todos os lados. Mas nem sinto dor, nem dó, nem vergonha. Até gosto. É uma sensação de merecimento. Como se tudo que é jogado em mim fosse uma espécie de pagamento pelo que eu já joguei nos outros. Sim, também já atirei tomates. A diferença é que dessa vez eu não estou me defendendo. Nem quero. Quero receber o que mereço. Parei de culpar a vida pelos meus erros. Os erros são meus. São seus. A vida só vai conduzindo a história. Os atos são meus. São seus. Não posso exigir mais que isso. Talvez por essa razão não esteja me defendendo dos tomates. Ao contrário, grito: Joguem. Joguem mais! Nessa tentativa de sentir dor, misericórdia, e vergonha, espero que tudo sirva de redenção com a vida. Aceite. Eu também aceito. É esse o meu pagamento. Trato feito! Ora, e quem sou eu para querer colher flores, se só plantei desilusão no meu jardim?

Devaneios sobre a felicidade (ou tristeza?) ou apenas uma ostra metida que não sabe nada da vida.


Uma frase, uma simples frase dita por uma amiga esses dias, me deixou a semana toda encucado. Ela parafraseou Ruben Alves, ao dizer que “Uma ostra feliz não produz pérola”. Fiquei pensativo... Porque, de todos os sentimentos e emoções que (re)produzimos, a felicidade, aquilo que todos desejam e buscam para suas vidas, logo ela seria um dos que não nos serve de inspiração na hora de produzir? A ostra tem que estar necessariamente triste, arrasada, de coração partido? Coitada! Devaneando e ouvindo minha playlist, tirando os hip hop’s com seus “mother fucker”, “yeah!! fuck you” e coisas do gênero, percebi que o restante das músicas, olhe que maravilha, celebravam a tristeza. A história de alguém que se foi, um relacionamento que não deu certo [tão clichê], discriminação, uma dor, lágrimas... lágrimas em forma de arte. Pérolas. Mas cadê as obras/produções felizes? Porque aparecem em menor número e muito timidamente? Tenho alguns pensamentos a respeito disso. Talvez as pessoas felizes ocupem mais o seu tempo sendo... felizes. As pessoas sofrem tanto, que quando conseguem ser felizes, vão vive-la intensamente. Elas não perdem tempo expondo sua felicidade para os quatro cantos do mundo. Elas têm mais é que serem felizes. Urgentemente, de preferência. Antes que acabe, porque lógico, acaba. Talvez esteja no inconsciente coletivo das pessoas (Jung me ajude nessa...) o sentimento de dor, de perda, e isso une pessoas com o pensamento em comum. As pessoas tendem a se identificar com a tristeza, por compaixão ou por qualquer outra coisa. Choro causa comoção, drama. A arte tende a ser dramática... têm de ser, para nos tirar do ambiente confortável da mesmice. A tristeza inspira e movimenta nossas histórias. Qual história venderia mais, a de um homem feliz, colhendo frutas no seu pomar feliz, com sua família feliz e estática? Ou a história de um homem triste, que perdeu a esposa em um acidente, e tenta aprender com as reviravoltas da vida? Sentiu a diferença? A tristeza é tão mais humana. Tão existencial. Talvez seja só a vida mesmo... a vida tem essa de ser triste. Pessoas que morrem ao nosso redor, amigos que se vão, as perdas inevitáveis, sentimentos com prazo de validade. Talvez a vida seja triste e ao longo do caminho vamos experimentado momentos de felicidade, ou seria o inverso? Bom, essa ostra aqui, que sim, esta feliz por enquanto, prefere pensar na segunda opção. Eis o que acredito: esteja você feliz ou triste o importante é vivenciar cada momento e tirar dele os melhores proveitos e ensinamentos possíveis. Existe coisas muito boas e ruins tanto na felicidade quanto na tristeza. Se você tiver numa fase ruim, acredite, a coisa boa esta lá, uma hora a gente percebe... a vida tem esse senso de humor que nem todo mundo gosta, nem todo mundo entende! E outra, vai passar... e se isso ainda não te confortar, lembre-se, nem todo mundo é ostra. Essas sim, nunca produzirão pérolas! 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Equilibre os pontos



... como quando bate aquela confusão interna e você não entende por que dói tanto se na verdade você nem deveria lembrar. Como quando você se arrepende tanto por ter ido em frente, quando na verdade você nem deveria ter partido do ínicio. Como quando aquilo te preenche tanto que você nunca vai ousar saber a razão de ter ido tão além de um jeito tão superficial. Você nem sempre vai descobrir as intempéries que te fizeram ter ele fictício ao seu lado. Você só vai saber que ele não está mais ali. Pois muito embora dar certo tenha as mesmas chances de não dar. O não ter dado certo algumas vezes vem acompanhado de uma porção de decepções reais!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O mundo de Sofia


Era uma noite comum, como todas as outras, daquelas em que nada acontece...
O relógio já marcava 23:00 horas de uma noite chuvosa de sábado.
Aquela chuva que te pega desprevenida e você acaba se molhando por inteira.
Acabara de chegar em casa, ensopada e cansada de um dia inteiro de trabalho. Era jornalista, tinha uma coluna semanal sobre política em um jornal da cidade.
Morava sozinha, em um apartamento modesto, com dois quartos, arquitetado como se um dia tivesse o prazer de preencher aquele quarto com uma família, que sonhava construir.
Porém, era sozinha, nem contava mais os anos e já acreditava que ser sozinha seria seu destino. Era solitária em seus pensamentos, em sua cama vazia, em seu coração vazio. Não por acaso. Tinha o coração marcado de romances falidos.
Acendeu a luz do seu apartamento e tudo o que precisava era se secar, livrar-se de um possível resfriado. E tomar um banho quente para relaxar toda a musculatura tensa de uma jornada de trabalho. Resolveu ligar o rádio. Estava tocando “All by Myself” da Céline Dion.
“Irônico”, ela pensou. Mais uma vez o destino pregava uma peça.
Sentou-se no sofá, e a melodia da canção lhe levou para um momento importante da sua vida. Um momento onde o vazio não existia, onde de fato, era feliz. E sim, era feliz. Porque o tinha. Lembrou de quando o conheceu, do riso bobo e meio de canto da boca quando ele perguntara o seu nome.
“Sofia”, respondeu com os olhos brilhando, e sem saber o porquê, com o coração palpitando acelerado.
Se perdendo pelas lembranças, logo lembrou do dia em que se beijaram, do dia em que sentiu o cheiro e o sabor daquele homem.
Aí vieram os jantares, os dias e noites de amor, tórridos, ardentes, inesquecíveis. Aí vieram os planos, os sonhos compartilhados, as cobranças, e...
Nesse instante, o belo se desfez em uma fração de segundos. As lembranças boas não foram suficientes para sustentar a dor que tinha passado.
Uma lágrima correu-lhe pelo rosto, e misturou-se com as gotas d’agua que ainda encharcavam seu corpo.
Lembrou do fim.
De súbito, correu para a geladeira, na procura de algo que preenchesse sua vida. Um pouco de emoção, serotonina, gordura trans, carboidratos, algo que pudesse ser útil nesse momento.
Encontrou um pote de sorvete que havia comprado semana passada.
Olhou para o céu e disse em voz alta: “Qual é? como se minha vida já não fosse um clichê ambulante...” e riu de si mesma.
Se enchendo de sorvete, começou a acompanhar a canção no rádio, cantando em alto e bom som, enquanto chorava.
“All by myseeeeelf, don’t wanna be, all by myseeeeeelf. Anymoooore”.
E lembrou-se, mais uma vez, de tudo que havia passado. Do término, do adeus.
[...]
Após alguns minutos, percebendo a cena ridícula do “Diário de Bridget Jones” que acabará de recriar, levantou-se apressada e guardou o sorvete novamente na geladeira. Engordar não seria um problema a mais na sua vida. Ela não iria permitir.
Enxugou as lágrimas com as mangas do seu casaco e desligou o rádio. Sua vida não iria parar por aquilo, tampouco os problemas iriam se resolver daquele jeito.
Foi pro seu escritório, abriu o notebook.
Lembrou que tinha um artigo para terminar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bartolomeu?

São verdades incompletas, das certezas que ele nunca teve. Olhares midriáticos para coisas que nunca viu. Caminhos percorridos por passos cansados, envolvidos pela ficção que ele não suportava limitar. Se ele tivesse descoberto antes a importância das certezas, teria estacionado na parada da inércia e muito antes, não teria criado a felicidade que só existiu numa cena criada para sua novela.

Se aqueles pássaros fossem menos coloridos, sua cegueira não desejaria conhecer como tanto desejou. Amanhecer, não estava finalmente no despertar cedo, se o poder sublime seria o próprio despertar. Só soube depois. Não conhecia as certezas.



Guardava dinheiro na mala de couro duro, jurando estar resguardando uma fortuna. Ele não sabia que poderia ter investido todo ele em coisas que o fizessem feliz. Assim foi por muito tempo. Até descobrir que a vida só ganhava aquela direção por que ele conhecia dela, apenas verdades incompletas. Certeza, certeza mesmo, ele nunca teve. Andava tão ocupado nas despesas do seu tempo, que rapidamente refletia que mesmo nas opções, as certezas são inconclusivas e as verdades permanecerão incompletas.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Cansei...



Onde estão as pessoas apaixonadas e apaixonantes? Onde estão as borboletas e passarinhos verdes que embrulham o estômago dos bobos apaixonados? Onde estão as pessoas que tem a necessidade de permanecer? Onde estão os amores cinematográficos da vida real? Uma das respostas talvez seja essa: No nosso imaginário... mas não no imaginário das demais pessoas... Sinceramente? Cansei! Cansei de amores de uma noite só, cansei de amores que não ligam e passam a noite ao telefone até um dos dois adormecerem... cansei da efemeridade do tempo, das lembranças, dos sentimentos... cansei da descartabilidade de quem não ama, cansei do que nunca foi, cansei dos não amores, cansei do não amar!

Em pensamentos anteriores eu vi o quanto é difícil iniciar e finalizar um ciclo, embora isso aconteça num fluxo inter-relacionado que nem notamos... mas hoje eu digo a vocês: permanecer também é difícil, como tudo na vida. Permanecer nada mais é do que uma estrada em direção ao horizonte. Só que nem sempre será uma estrada em linha reta, e nem sempre um horizonte alcançável.

Para muitos é um desafio permanecer com alguém. Requer gasto de energia, tempo, dedicação, confiança. É uma série de requisitos que eu cheguei a pensar que significasse amor. Mas espere aí. Amor não é requisito, não é negociável, não é objeto de troca, amor é um sentir, é um querer sentir, é não querer sentir sabendo que se esta sentindo, negando aquilo que se sente... é tão forte que deverás amamos. Deixar uma vida libertina de paixões avassaladoras e efêmeras, casos de uma noite só sem compromisso com o depois, para viver uma vida em permanência com outra pessoa é um desafio. Acomodar-se é um desafio, talvez o maior desafio de nossas vidas. Criar raízes, fixar-se, deixar a árvore crescer, dar frutos, estabelecer família, filhos, abdicar... e... permanecer... ir permanecendo... até o horizonte.

Infelizmente cansa, desgasta um pouco... cansa não encontrar. Conseqüentemente, paramos de procurar. Mas decidi que devemos fazer assim: deixar nas mãos do tempo. Enquanto isso vamos preparando a terra, adubando, até que o mais importante aconteça: encontre a semente certa, e aí cabe a nós regar, cuidar, livrar das lagartas e ervas daninhas, deixar crescer, sentir os efeitos do tempo, deixar as primaveras, verões, outonos, invernos passarem, até que sua árvore tenha raízes longas, um tronco forte, folhas verdes e que te rendam bons frutos. Paciência!


sábado, 2 de julho de 2011

Meu nome é Adele...



Quem me conhece sabe que eu sou super fã da Adele. Ela é um dos meus melhores achados no mundo da música ultimamente. A gente se encontrou num ponto da vida em que nossos momentos se interligam, e até o álbum “21” coincide com nossas idades e histórias de vida. Porque ela? Ela é um dos poucos artistas que conseguiram transformar sofrimento em arte, e obviamente, lucrar muito com isso. A indústria do sofrimento tem lucros altíssimos, é só olhar ao redor e ver os milhares de casos amorosos fadados ao fracasso de uma noite só e a quantidade de músicas, filmes, livros a respeito disso. Embora compartilhe de algumas coisas que ela compôs, é uma pena que no nosso caso, enquanto pessoas comuns, não lucremos nada. Pelo contrario, talvez fiquemos com o ônus, e pagamos os juros e correções monetárias dos relacionamentos passados. Mas enfim, ela sofreu, afinal, sofrer é privilegio dos vivos, expressou em suas canções, e está no auge. Ainda assim, em entrevistas recentes ela declarou que largaria tudo o que construiu, fama, dinheiro, carreira, para ter o ex-namorado de volta, se ele quisesse. Detalhe: o ex está processando ela alegando ter sido a fonte de inspiração e o tema central de suas canções, e quer tirar uma casquinha do sucesso da jovem. Ai eu penso: Que amor avassalador é esse que faria qualquer um de nós largarmos tudo, e ir a busca de viver esse amor? Que intensidade é essa que nos leva a uma loucura desenfreada de amar? Começo a pensar que os relacionamentos, e os sentimentos como o amor, estão bebendo da fonte do Sado masoquismo. Se isso é saudável ou não, eu já não sei... sei que existe as diferentes formas de amar. São tantas formas de se expressar o amor, que até já me questiono se amor realmente rima com dor. E acabo concordando. Refiro-me a dor de amar, a dor de não amar, a dor de ser amado, de não ser... “As vezes o amor dura, as vezes insiste em doer” diz Adele. Em uma das músicas, quando ela diz “poderíamos ter tido tudo”, é o “poderia” que mais pesa, que mais machuca. Lembro-me de Manoel Bandeira quando dizia “a vida inteira que poderia ter sido e que não foi”. Pensar no “poderia” é pensar no tempo perdido, no tempo que não existiu. Aí dói, dói bastante... até que passa. Vai ter que passar. Na vida existe um grande “SE”, um infinito de possibilidades não concretizadas: se eu tivesse feito isso, se eu tivesse feito aquilo. Coloque na sua cabeça que: “MAS você não fez!” “Arrependimentos e erros são feito de memórias” e não adianta chorar o leite derramado. Acontece que o que deveria ser pensar no tempo perdido acaba sendo uma verdadeira perda de tempo. A não ser que você componha músicas e ganhe muito dinheiro com isso. Foi o que Adele fez e não tem como não se identificar... sentimentos esparramados pelo chão é o que mais me atraí nela. E acaba que você aprende algumas coisas... como a própria diz, é importante que aconteça as “viradas de mesa”, e que as portas estejam sempre abertas, não para... mas que estejam abertas. Quem sabe não encontraremos “alguém como você”?


Pra quem não conhece, dá uma olhada em algumas músicas aqui:






terça-feira, 14 de junho de 2011

O sofrer feliz

Tem uma fase da vida de cada pessoa, que apresenta uma alegria tão constante que fica até difícil pensar se tudo isso é completo ou um pouco de felicidade aparente. Fato é que, nessa fase da vida, a gente passa a pedir bem pouco a Deus, já que tudo parece estar definitivamente maravilhoso. Outrora, vivemos momentos de nos fazer acreditar que tudo anda tão mal que chega a parecer impossível resolver tanta tristeza.
        Não sei bem em que momento da vida você viveu ou viverá este momento ímpar de contradição, isso porque podemos viver momentos iguais ainda que em tempos diferentes. O que é importante pensar, é que há um momento na vida em que você passa a enxergar o sofrimento como algo feliz! Acho que não preciso pedir para serem pacientes ao fazer esta leitura, o que quero dizer é que até o sofrimento é variável, nem todo sofrimento é tão ruim, assim como nem toda alegria é imensa. De certo, há motivos na vida para sofrermos que é passível de escolhas... Você pode sofrer ou NÃO. Mas, se esse sofrimento pode ser escolhido, ele pode também existir de um jeito contraditório. Quem nunca sofreu por amor? Quem nunca frequentou festas e mais festas a fim de esquecer um grande amor? Quem nunca cantou de olhos fechados àquela música que mais te trazia lembranças ruins do que lembranças boas? Quem nunca saiu com as amigas apenas pra ter a possibilidade de passar horas falando da mesma pessoa, na tentativa frustrada de esquecer?
        Aposto que todos estão sorrindo positivamente para as perguntas, que não de modo curioso, mas de modo igual viveu também tudo isso... É assim. O que acredito depois de algumas experiências, tanto minhas como de amigas e amigos bem próximos... É que há sofrimento feliz... Decidimos muitas vezes esquecer de sofrer especificamente por alguém, pra cantar músicas lindas de amor, para o amor futuro, e não para o ex-amor. Nós ‘roemos’ (roer – ato de lembrar, ter saudade, sofrer) pelo que ainda não existe, mas de um jeito bom. É divertido roer, quando não se tem motivos, quando a dor não é real. É divertido rir do nosso sofrimento, quando sabemos que ele é fingimento nosso! Assim, trabalhamos nosso espírito para que quando algo real acontecer, tenhamos em mente que há muitas formas de sofrer, e que entre tantas formas, o melhor a fazer é sofrer de um jeito mais feliz.
        Se isso for uma tática ilusória, que ela pelo menos nos torne mais fortes durante a fraqueza. Conclusivamente, quando se sofre e se nega o sofrimento, ele potencializa, quando se sofre ou não se sofre, mas se brinca de sofrer feliz, ele minimiza ou simplesmente, inexiste! Afinal, “é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe”...

sábado, 28 de maio de 2011

Eu não acredito...



Tem algo estranho comigo. Parar um momento da sua vida e pensar sobre si mesmo é algo que deve ser feito com freqüência, afinal, faz parte do processo: identificar problemas, intervir, avaliar, identificar os novos problemas... Pois bem, é na fase de avaliação que me encontro. E como um desdobramento deste, percebo que algo de estranho acontece comigo. 


Acabei de ler “Eu sei que vou te amar” do Arnaldo Jabor, buscando inspiração e um certo saudosismo amoroso, mas não aconteceu. Simplesmente não senti nada. Absolutamente nada. E isso é o que é estranho. Me entendam quando quero dizer que não senti nada... é que usualmente, após ler um livro desses eu estaria derramando lágrimas e palavras sobre o papel. Deixando a ferida exposta, como de costume. Mas dessa vez não. E a inspiração que eu estava esperando, não veio. 


Mas veio outra, uma inspiração nova. Foi diferente. O que isso significa? Como bom avaliador, é isso que me pergunto. Simplesmente o amor quando não é mais amor perde o sentido. Aquele amor se transforma em outra coisa. E as coisas quando perdem o sentido você as ignora e simplesmente para de acreditar nelas... bom isso é triste, você se torna frio, incrédulo, cético, cínico. Mas o que acontece quando isso é, por um lado, bom? 


Chega uma fase da sua vida, que você precisa de uma dose de cinismo, misturada com ironia e ceticismo, para tirar o gosto ruim da vida. Deixar de acreditar numa coisa, e neste caso, deixar de acreditar e sentir com os romances da literatura, ou os romances da vida real, significa que no fundo queremos que alguém nos prove que estamos errados. Não acreditar é pedir pra ver, é querer acreditar. Quando a gente diz “Não acredito mais no amor”, podemos traduzir como: “vem, me faz acreditar de novo, me mostre que pode ser diferente”. Esperança. É essa a palavra... As pessoas dizem que é a última que morre, e aí outro responde: “mas morre!”. 


Sabe o que eu penso? Quem morre são as pessoas, quem morre são os significados que certas coisas têm pra você, mas a esperança fica. Perdoem-me a expressão “morrer”. “Mudar”, se transformar, seria mais apropriado. Como diria a banda Biquíni, “Tudo que morre fica vivo na lembrança”. Acontece que sempre fica algo que te faz acreditar, te impulsiona num abismo sem fim, e aí você “passeia no tempo... caminha nas horas” esperando... esperando que algo extraordinariamente bom aconteça e te tire desse abismo.


Sendo assim, preciso dar uma segunda chance para “Eu sei que vou te amar”. A fase não ta propícia, o momento não é este. Li e não acreditei... duvidei, optei por não acreditar, por hoje, e simplesmente não sentir. O que quero é testar e ser testado. Não quero acreditar. Mas quero, do fundo do meu coração, estar profundamente errado... Eu quero estar errado!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

#FICADICA

A mulher do viajante no tempo.



O que você faria se pudesse viajar no tempo? Pense aí: viajar para os momentos bons do passado... reviver aquele momento, ver seu futuro, e entender como as pecinhas da sua vida se encaixam. Mas vejamos, ao mesmo tempo, revivemos os momentos trágicos, fazemos parte daquele momento infinitas vezes perdidas pelo tempo e não podemos interferir em nada, como a morte de um ente querido, por exemplo. É assim que Henry, vive na maioria das vezes. Vítima de uma doença genética que permite as pessoas viajarem no tempo, Henry vê a doença como uma maldição. Sempre viajando no tempo, perde a chance de permanecer e viver as coisas no tempo presente. Durante a leitura, enquanto seu “eu” presente anda por aí... ele se encontra com seu eu do passado, ou do futuro, e (re)vive situações complicadíssimas. Mas o livro não é bem sobre as viagens no tempo de Henry, universos paralelos e mutações gênicas, para os amantes de literatura sci-fi*. Como o próprio título nos revela, o livro gira em torno do drama de Clare, a esposa de Henry, que permanece horas, dias, meses em casa preocupada com as viagens do marido, sem saber nenhuma noticia, sem saber se ele esta vivo, ferido ou se está preso no tempo. Clare que conhece o Henry do futuro, o único homem da sua vida, desde criança, vai tendo seu próprio futuro conduzido por Henry e todas as situações em torno dele, e se questiona se ela tem o livre arbítrio de escolher mudar seu destino, ou se, por esse já ter acontecido, só resta esperar para que aconteça. Para os amantes de uma boa leitura, “A mulher do viajante no tempo” é um livro delicioso e divertido. Confesso que no início é meio complicado seguir as linhas do tempo que os personagens percorrem, mas com o decorrer da leitura a gente acostuma. É um romance belíssimo, com dramas comuns para um casal bastante incomum. Além disso, o livro tem um final fantástico de marejar os olhos. Quer saber como é? Confiram, porque vale a pena! Ah, outra dica... para os preguiçosos de plantão, o livro foi adaptado para o cinema, com o filme de título "Te Amarei pra sempre". Já viu né?


*Do Inglês, Science Fiction. Ficção Científica.

domingo, 8 de maio de 2011

Fluindo...


Esse texto não tem pretensão alguma de fazer sentido. São palavras que foram brotando da terra das palavras e foram sendo derramadas sobre o papel... Sento e escrevo. Fecho os olhos e penso... Quando o amor vira outra coisa? Como eu sei que é amor? Porque o amor não é suficiente? O que falta? Por que é que a gente só quer o que não pode ter? O que torna a vida mais fácil? Dinheiro? Saúde, amor? Qual o segredo de um relacionamento duradouro? É verdadeiro? É para sempre? Hoje eu só tenho perguntas em minha mente... interrogação, interrogação... ai que vontade de escrever. Queria que minha cabeça organizasse as minhas idéias... mas não dá... as palavras saem, as perguntas saem... respostas? Não. Não... tudo confuso! Sentar e escrever... esse é o objetivo. Aliviar. Esvaziar. Recomeçar? Talvez. É preciso. É doloroso. Mas a vida continua e você não esta só. Nunca estamos só. Nem nas palavras, nem no silêncio, nem na solidão... há alguém lá, alguém imaginário, alguém imaginado. Sua consciência, ela esta lá, ela te escuta, você se escuta. Você tem a si mesmo, e ainda assim, nunca estará só. Talvez chegue o momento, em que tudo que você precisa é estar acompanhado de si mesmo... a vida é fácil? Complicada? Depende muito do seu momento, seu com você mesmo, seu com os outros... o que você quer escutar dos outros? A resposta que você quer ouvir? A resposta que esta na sua frente e você não quer enxergar? A verdade? A mentira que te faz dormir? É doloroso, mas eu sei a resposta. Esta na cara, ta obvio, e ainda assim, insistimos em nos enganar, em nos prender, em ficar. A vida é movimento, o que ficou pra trás já não me pertence. O que está por vir nunca me pertenceu, embora logo, logo me pertença. Não, não, logo, logo já não me pertence mais, novamente. Sigo o meu caminho. Um caminho diferente? Ou um novo jeito de caminhar? Pergunta difícil. “escolha uma estrada e não olhe pra trás”? “tinha uma pedra no meio do caminho”? “perder-se também é caminho”? “Em qual rua minha vida vai encostar na tua”? tantas estradas, tantas encruzilhadas... becos sem saída. Mas pouco importa o caminho, se você não sabe onde é “lá”. Não é Alice? Pra onde ir? “estamos indo de volta pra casa”? Lar? “Lar é o lugar onde o seu coração está!” Interrogações, interrogações... no fundo, é o que nos resta. É o que nos move. É o que muda. É o que vai. É o que fica. Amadurecer é...? Resolvi trocar as palavras “nunca” e “sempre”. Essas já não fazem mais parte do meu vocabulário. A vida segue no gerúndio. Aprendendo, Indo, seguindo, sentindo... “caminhando, cantando, seguindo a canção”. E é assim... “todos os dias um vai e vem, tem gente a sorrir e a chorar. E assim chegar e partir...” É um eterno fluir, como as águas a caminho do mar. Inicio com perguntas soltas... termino sem conclusões, embaralho minha mente com mais confusões. Termino como comecei. Não fui a lugar algum? Não sei... não temos respostas para tudo... pensamos que temos! Ou simplesmente, inventamos nossas melhores respostas!

sábado, 30 de abril de 2011

Ter colegas ou ser amigo?

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine (CORÍNTIOS, 13).
Se nossas vidas fizessem sentido individual e particular, jamais precisaríamos falar a mesma língua, embora o amor seja poliglota ao meu ouvido. Diariamente é como se não sentíssemos o vazio de sermos um, sozinho, ou os que possuem mil amores, não percebessem a grandiosidade de ser tão acompanhado. Ter família e ter amigos dá sempre no mesmo: Não estar sozinho. Sair de alguém. Ter alguém. Fecundar alguém. Alguém vai conhecer outro alguém, que pode ser um amigo, ou um amor, que vai fecundar alguém, e... Sempre haverá alguém. Por isso sim, temos a certeza de que não dá pra ser feliz sozinho! Ter vários tipos de amor, conota à esse alguém que ele é essencial pra outra pessoa, e que uma outra pessoa é feliz por tê-la. É a sensação de sermos muita coisa pra alguém que nos torna seres capazes de ajudar, de cuidar, de se preocupar, apoiar, amar... 

Nunca vai importar o que aquela pessoa é da gente genealogicamente, porque não é o fato de termos uma mãe, que vai nos fazer amar e respeitar como mãe e amiga. Assim, como não é o fato de termos um pai que nos faz ter amor e respeito por ele. Não são os laços genealógicos que perpassam o amor. É o amor que perpassa laços genealógicos. Nós amamos pelo que somos ao lado dessa pessoa, e não porque somos filhos, ou pai, ou mãe.


A amizade sim, torna o amor algo literal, pois nossa família, ainda que não seja amada ou admirada por nós, sempre continuará sendo família. Mas amigos não. Amigos deixam de ser amigos. Só os amigos mudam. A família não. Se vocês sabem o que são amigos, talvez estejam se perguntando no momento, se eu falo de amigo, ou se falo de colega.

Caros leitores, AMIZADE não é transportada por carro, ela anda a pé. AMIZADE nunca fica sem crédito, ela liga do celular emprestado. AMIZADE nunca falta tempo, pelo contrário, ela disponibiliza tanto o tempo ao seu favor, que é pros não-amigos que realmente falta tempo. AMIZADE nunca liga, ela vai de moto-táxi até sua casa. AMIZADE não pergunta o que você vai fazer no final de semana, ela pergunta como está sendo sua semana. AMIZADE não espera não ter o resto do mundo pra lembrar-se de você, ela faz de você parte importante desse mundo. AMIZADE não segura vela, ela compartilha momentos. AMIZADE não enxerga dificuldade, ela facilita as soluções. AMIZADE não tem se torna passiva NUNCA. AMIZADE tem vontade, interesse e ATITUDE. 

Talvez seja agora, a hora da gente resolver nossa suficiência ou a suficiência dos outros na nossa vida.

Será que os amigos que a gente chama de NOSSOS, são mesmo nossos? Embora já tenhamos parafraseado alguém, não dá pra ser feliz sozinho, MESMO! Desejo somente que não nos amemos tão pouco à vivenciar o momento em que aceitaremos a metade incompleta de algum sentimento. Sim, porque embora metade, até as metades podem ser completas, é preciso só ter verdade e doação.
Deixarei dito por todos, sintam-se falados nos meus escritos: “Eu sei que você é um colega, ainda que eu seja um amigo!”
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[SAUDADES, Vovó]

domingo, 24 de abril de 2011

Let it be!


Não sei vocês, mas penso, e acho que muita gente já pensou isso também: tudo que precisamos na vida é de alguém para chamar de teu/tua. Acho que alguém já falou isso em alguma música. Isso nos faz bem, te faz sentir importante, talvez. Mas, aprendemos na vida que todo lado tem seu outro lado. É aquela história... podemos ver o copo meio cheio ou meio vazio, depende do seu olhar. Expressões como “ter”, “meu/minha”, “seu/sua” implica posse, seja isso bom, ou ruim. 

Pelo lado bom, a posse nos remete a união, a ter alguém que você pode contar, a uma relação onde fácil, fácil, você pode substituir o “eu” pelo “nós”. E quem não quer isso? Imagina só: Chegar de uma jornada cansativa de trabalho em casa, e descobrir que seu amor esta lá, pra você, te esperando. Seu. Só seu. Hum... Agora vamos pensar pelo lado negativo. Posse é apenas... Posse! Poder. Domínio. Disputa. Uma relação onde a hierarquia prevalece, e onde os sentimentos envolvidos, embora fortes o bastantes, ou que pensamos ser, não se sustentam. Ou até se sustentam, se isso for da conveniência de ambos. 

Mas sejamos sensatos, caros leitores, se pensarmos só mais um pouquinho, chegamos a uma conclusão... uma dura conclusão. Doce ilusão essa nossa de que as pessoas nos pertencem. Não somos de ninguém, nem de nós mesmos... somos multidão, somos solidão. Vôo e prisão... Ter uma pessoa especial em sua vida não significa: “sou dono dela!”. Tal fato, tampouco implica que ela permanecerá na sua vida. Quiçá para sempre. “Se você ama uma pessoa, deixe-o livre”. A arte de ser livre, de deixar ser... Não é aquele deixar displicente e desinteressado. É uma liberdade zelosa, que cresce, que muda, que acrescenta. A liberdade de ir e vir sem machucar, que deixa saudade e te faz voar, voltar... ficar. 

Isso me fez lembrar da história da menina que comprou um passarinho. Ela cuidou do passarinho, encheu sua gaiola de comida, de água... ela se sentia feliz, o pássaro talvez até se sentia confortável... mas os pássaros não foram feitos para viverem em gaiolas... os pássaros são do céu. A menina então resolveu soltar o passarinho, deixá-lo ir. E se alegrou, ao ver o vôo de liberdade do amigo. Somos pássaros. Pássaros engaiolados. Mas não fomos feitos para vivermos engaiolados nas gaiolas que nós mesmos criamos. Somos livres. Só assim, seremos felizes quando capazes de entender isso. Troquem meus pés por asas. Já não me limito a correr. Eu pertenço aos céus. Posso voar. E essa, é mais uma dura lição da vida... Mas a menina ainda pensa... será que algum dia, quem sabe um dia, o passarinho vai encontrar o caminho de volta? "Se ele voltar é seu. Se não, nunca foi... (BACH)".

sexta-feira, 22 de abril de 2011

#FICADICA

Sexo sem compromisso


Iniciando o #ficadica do nosso blog, parte destinada à sugerir e comentar músicas, filmes, livros, séries e baboseiras da TV e internet... o #ficadica de hoje deixa a sugestão do filme "Sexo sem Compromisso" para vocês conferirem no feriadão! Aproveitem: 

Nada melhor que um bom filme para agitar o final de semana, seja no aconchego de sua casa, com aquele velho DVD, ou para os que gostam de sair... aquele velho cineminha. Pois bem, a dica de hoje é o filme “Sexo sem compromisso” com a recém premiada Natalie Portman, e o galã Ashton Kutcher. Para os desavisados que vão ver o filme na procura por cenas de sexo e outras coisinhas mais, ou até mesmo pegar umas dicas de como se fazer sexo casual, já vou logo adiantando: o filme tem sexo de menos e compromisso de mais! O filme deveria se chamar “Amor e compromisso” (como falou um certo amigo meu). Mas calma, nem por isso o filme deixa de ser interessante. A personagem de Natalie, Emma, cresce e se transforma numa mulher deslumbrante, é bem sucedida, segue carreira médica, e põe o trabalho em primeiro lugar. Assim, é ela que não quer ter um relacionamento sério. É ela quem corre com medo de se entregar e se esconde por trás desse “sexo sem compromisso”. Enquanto isso, Adam, interpretado por Kutcher, tenta provar pra ela, por A mais B que eles são o casal certo, correndo atrás e acreditando no sentimento entre eles. Coisa rara de se ver, não? Enfim, você mulher deve ficar pensando... “que mulher idiota, homem ta tão difícil, e ela dispensando um bom partido...”. A verdade é que ela usa o sexo como uma desculpa para não se envolver, um escudo, para não revelar seus verdadeiros sentimentos, se entregar e sofrer. Mesmo assim, o personagem de Kutcher, já apaixonado, faz de tudo para viver esse amor. E é ele quem proporciona um dos momentos mais românticos do filme. Bom, quem quiser saber como é, dá uma conferida! “Sexo sem compromisso” é um filme leve, divertido e lindo. Rende boas risadas e de quebra, pode fazer você acreditar novamente no amor. Ou sentir muita inveja de quem o tem! Corre lá, faz download, vai na locadora, cinema e confira o filme!

Dá uma olhada no trailer do Filme:


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Singelo



Carrego dentro de mim uma caixinha... uma caixinha simples, de madeira, pintada à mão de cor lilás, não muito grande. Grande o suficiente para caber o que preciso. Grande o suficiente para caber uma vida inteira... Abro-a. Encontro uma história, um amor, uma porção de livros, muita vontade de viver e uma janela de sonhos. 


A história é longa, é doce, é difícil. Quem disse que viver é fácil? A história só é história porque alguém viveu pra contar. É a história de uma vida, dividida em vários atos... comédia ou tragédia? Ambas fazem parte do teatro da vida. Ambas são fantásticas. Mas a história esta inacabada... ainda não se escreveu o fim. Que bom! O que levo da vida é a certeza de que não tenho certeza alguma. A certeza é inacabada. Inacabada como todos nós somos... Em meio a tanta incerteza, posso confiar nos meus sentimentos. Algo que vem não sei de onde, e brota onde menos se espera. Apesar de não saber, e ter certeza de que nunca saberei, sobre o que é desconhecido, posso vivê-lo. Posso confiar. Aí entra o amor. Veio para eternizar a história. Que seja eterno enquanto dure? Então que dure eternamente! Amor. Que palavrinha... simples, complexa, falada. Nada de palavras. O amor é um amor vivido... um amor que vejo, que posso sentir. 


Vasculho um pouco mais a caixinha e encontro a porção de livros que carreguei até agora... Livros, outra forma de eternizar a história. Talvez livros e amor tenham uma semelhança que nunca imaginei ter. E como é prazeroso... como é bom viver, e como é bom ler, como é bom amar. Posso viajar por inúmeras horas os lugares que quiser, os planetas que sempre quis conhecer... posso viajar até para onde não conheço, onde não existe, onde invento. 


Abro a janela... lá estão os sonhos. O tempo todo se modificando, apontando para um futuro que é desconhecido, mas que é querido... é desejado, é sonhável. Sim, é possível. Por isso sonhar é importante... porque mostra que é possível estar acordado com os pés no chão, e ainda sim, podemos abrir as asas e voar para um futuro possível, muito embora a vida mostre o contrário. O que é nossa vida então? Uma longa história com fim certo e incerto, esperado e totalmente inesperado, é um fim sem um fim. Pensar no fim também é pensar na vida... mas por enquanto vou vivendo. Quero viver pra ver, pra crer, pra sentir, pra ter sentido... 


Quem sabe um dia eu revire a caixinha novamente... com o que vou me deparar? Com o que foi vivido... com mais histórias escritas, com mais amor, com mais bagagem... e ainda assim, caberá tudo dentro dela...

domingo, 17 de abril de 2011

Eu descobri por que você se foi!

Pra Que Conversar

Paula Fernandes

Não adianta insistir em ficar
e prolongar esta dor em que estou
o nosso lance marcou e agora que acabou
é melhor você não me procurar
Pra que tentar disfarçar o que quer
se já conheço a tua intenção
eu não sou burra pra ser uma amante qualquer
viver somente uma noite de amor
Já descobri porque você se foi
O tal motivo pra você deixar
um dia você se apaixonou
mais sei que não aprendeu a me amar
Me diz agora pra que conversar
se foi você quem me abandonou
me liga aqui tenta me consolar
e na verdade sei que será melhor
a gente não se falar
Não vale a pena ficar me ligando
a nossa história ja virou passado.


Insistimos: SE NÃO DÁ.. DEIXE IR...